Justiça derruba liminar e fusão dos FIIs BLCP11 e BTLG11 já pode acontecer;  ifix sobe

As ações ordinárias da Equatorial (EQTL3) fecharam em alta de 7,75%, cotadas a R$ 26,97, após a companhia elétrica anunciar a compra da Celg-D, distribuidora de energia em Goiás, por R$ 7,5 bilhões, divididos em R$ 5,7 bilhões de dívida assumida e R$ 1,6 bilhão em pagamento à Enel.

As ações da empresa vão contra o Ibovespa, com analistas vendo a operação de forma positiva – o principal índice da bolsa brasileira caiu mais de 2%, em sessão de queda generalizada na B3.

“À primeira vista, o negócio parece positivo, pois a Equatorial, que está pagando, em nossa estimativa, múltiplo de 1, levando em consideração o valor de mercado da empresa e a base de ativos regulatórios (RAB, na sigla em inglês), com o comprador sendo negociado a 1,7x”, escreveu a equipe de análise do Bradesco BBI, chefiada por Francisco Navarrete, mencionando um desconto no avaliação por Celg-D.

Segundo eles, a distribuidora, em seu cenário base, deve ter um patrimônio líquido entre R$ 2,6 bilhões e R$ 3,5 bilhões.

“Nosso caso base inclui faturamentos de capex não ganhos [despesas de capital] de cerca de 20% para investimentos realizados desde a última revisão tarifária em 2018, de aproximadamente R$ 1,4 bilhão, classificados como ‘outros’ investimentos pela Enel, o que traz incerteza sobre a inclusão no cálculo do RAB para a revisão de outubro de 2023”, apontam Fora.

“Além disso, também levamos em consideração que não haverá cortes significativos no opex [despesas operacionais]pois vemos a área de concessão da Celg semelhante à da distribuidora Energisa Mato Grosso”.

O Credit Suisse também vê o movimento como positivo, dizendo que o consenso leva em conta um RAB entre R$ 6,7 bilhões e R$ 7,5 bilhões, com um múltiplo que varia de 1 a 1,3 – com 13% a 14% de outros ganhos. O banco, no entanto, diz que aguarda informações sobre como a operação será financiada.

A Equatorial fez recentemente uma siga em frente em que captou R$ 2,8 bilhões e possui mais de R$ 10 bilhões em caixa, que provavelmente serão utilizados para pagar a aquisição.

Em geral, os comentários, fora do avaliação, são que a aquisição é positiva no âmbito operacional, pois a Equatorial faz sua maior aquisição em um estado que tem demanda reprimida por energia e que cresce acima do Brasil.

Equatorial (EQTL3) diz que pagamento de dívida está contratado

Em teleconferência com analistas, Augusto Miranda, CEO da Equatorial, disse que o pagamento da dívida já está 100% contratado. “Isso mitiga a adequação da operação em um cenário de volatilidade macroeconômica”, disse.

Segundo a Equatorial, a dívida será paga em até 12 meses após fechamento da operação. O restante, de R$ 1,6 bilhão, será pago com capital próprio.

A Enel, que vendeu o ativo, tinha um relacionamento difícil com o governo de Goiás devido aos serviços prestados e corria o risco de ter a concessão cassada. O italiano obteve a concessão em 2018.

Miranda fez questão de dizer, na apresentação da aquisição do novo ativo da Equatorial, que a “prioridade será avançar no fortalecimento do relacionamento com o governo e a comunidade, e principalmente na qualidade do fornecimento de energia”.

Grande operação CELG-D

A CELG-D tornou-se o maior patrimônio da Equatorial em número de clientes: 3,3 milhões. Miranda destacou o alto potencial de crescimento da distribuidora em Goiás, pois ainda possui um longo período de concessão (até 2045) “com retornos atrativos”.

O CEO destacou que a proximidade da distribuidora goiana com a revisão tarifária (prevista para outubro de 2023) trará um crescimento significativo no Ebitda para a companhia.

O início da operação da CELG-D deve ocorrer até o final do ano ou início de 2023, segundo a Equatorial. Esta é a primeira operação da empresa no Centro-Oeste e a sétima distribuidora a entrar no portfólio da empresa.

“Será o ativo de menor complexidade comercial”, disse o executivo. “Realizamos a aquisição em tempo hábil, com ativos de transmissão e distribuição maduros, com exceção da CEEE-D com turnaround”, acrescentou.

“Foi também o maior movimento de aquisição já feito pela empresa”, disse o CEO. “Esta aquisição é um movimento de transformação para nossa empresa”, acrescentou.

Disse ainda que a aquisição “reforça o papel da empresa no sistema nacional como distribuidor”.

By ys2oi

Leave a Reply

Your email address will not be published.